Um estudo feito pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) decidiu que aplicativos para conectar pessoas e motoristas particulares são benéficos para o comércio. A pesquisa surgiu devido a disputa entre os aplicativos e os taxistas, que alegavam que a competição era injusta.

Concorrência do bem
Segundo o Seae, no entendo, a existência desses aplicativos atinge um público que os táxis não atingiam, além de pressionar que os taxistas a melhorarem seus serviços. O modelo, conhecido como AVP (Aluguel de Veículos Particulares), contribui para ampliar o mercado ao gerar concorrência benéfica, já que os passageiros podem escolher o serviço de transporte a ser utilizado.

Tarifação
O modelo de tarifação dinâmica de aplicativos como o Uber, ou mesmo aplicativos como Cabify e 99 Táxi, que tem tarifação fixa, ajudam a equilibrar a oferta e demanda de veículos para os consumidores de maneira eficiente, segundo a secretaria. Há inclusive aplicativos que permitem ao consumidor comparar essas tarifas para fazer a escolha do serviço mais econômico, como o aplicativo iDriver, que pode ser baixado aqui.

Esse tipo de aplicativo ajuda o próprio consumidor a inibir a tarifação abusiva de taxistas em eventos de grande demanda, como grandes show, pois gera transparência de preços, já que a liberdade de escolher outros serviços de carro particular mais baratos faz com que o mercado se regule.

Sugestões
Para a secretaria, não são os aplicativos que atrapalham os taxistas e sim uma regulação que não permita que eles se adaptem a essas novas tecnologias.O documento apresentado contém diversas sugestões de melhorias a serem feitas pelos taxistas para que a concorrência com os aplicativos também seja benéficas a eles, não apenas aos consumidores. Entre as sugestões, está o fim da restrição ao número de táxis nas ruas e uma desregulamentação tarifária, permitindo concorrência interna de preços, com preço máximo estipulado.

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